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Phloem Mass Flow (Pressure Flow)

Dec 30, 2025

Visão geral

  • Tema: Transporte de seiva elaborada (translocação no floema) em plantas.
  • Foco: Hipótese do fluxo em massa (fluxo de pressão) que explica o transporte no floema.
  • Fonte: Aula de uma professora de biologia descrevendo experiências e mecanismos.

Conceitos-chave

  • Seiva elaborada: Solução produzida na fotossíntese contendo principalmente sacarose, aminoácidos, nucleotídeos, íons e hormonas.
  • Fonte (source): Órgãos que produzem ou exportam açúcares (por exemplo, folhas).
  • Dreno (sink): Órgãos que consomem ou armazenam açúcares (por exemplo, raízes, frutos, flores, tubérculos).
  • Carga do floema (phloem loading): Movimento de sacarose para o floema a partir do mesófilo foliar.
  • Descarga do floema (phloem unloading): Movimento de sacarose do floema para as células dos drenos.
  • Gradiente de turgor (pressão): Força que impulsiona o fluxo em massa da seiva de regiões de maior para menor pressão.

Hipótese do fluxo em massa (fluxo de pressão) — Resumo

  • Proposta por Ernest Münch em 1927 para explicar o transporte no floema.
  • O movimento é impulsionado por diferenças de pressão entre fontes e drenos.
  • Etapas:
    • A glicose produzida na fotossíntese é convertida em sacarose no mesófilo da folha.
    • A sacarose é transportada ativamente para o floema contra o gradiente de concentração (carga do floema).
    • O aumento da concentração de sacarose torna as células do floema hipertónicas, elevando a pressão osmótica.
    • A água move-se do xilema para o floema, aumentando a pressão de turgor na região fonte.
    • A seiva flui por fluxo em massa das zonas de maior turgor (fonte) para as de menor turgor (dreno).
    • No dreno, a sacarose sai do floema por difusão facilitada ou transporte ativo (descarga do floema).
    • A perda de sacarose reduz a pressão osmótica; a água regressa ao xilema.
  • A direção é independente da gravidade; pode ser ascendente ou descendente conforme a relação fonte–dreno.

Evidências experimentais discutidas

  • Experiência de remoção de casca:
    • A remoção da camada externa, incluindo o floema, provoca inchaço acima do corte.
    • Explicação: Sem floema, a seiva elaborada acumula-se acima da zona removida, originando o inchaço.
    • Efeito a longo prazo: As raízes ficam privadas de compostos orgânicos, levando à morte da planta.
  • Observação do estilete do pulgão:
    • Pulgões inserem o estilete no floema para se alimentarem; a seiva que sai do inseto indica que a seiva está sob pressão.
    • Se o corpo do pulgão é removido e o estilete permanece, a seiva continua a fluir, demonstrando que o floema está pressurizado.
  • Observação da velocidade de fluxo:
    • A seiva floemática flui em todas as direções, com velocidades entre cerca de 50 e 100 cm/h.

Termos e definições principais

TermoDefinição
Seiva elaboradaSolução de açúcares (sobretudo sacarose), aminoácidos, nucleotídeos, íons e hormonas.
Fonte (source)Tecido que produz ou exporta açúcares (por exemplo, mesófilo foliar).
Dreno (sink)Tecido que consome ou armazena açúcares (por exemplo, raízes, frutos, tubérculos).
Carga do floemaTransporte ativo de sacarose para o floema a partir das células fotossintéticas.
Descarga do floemaDifusão facilitada ou transporte ativo de sacarose do floema para os drenos.
Pressão de turgorPressão hidrostática nas células do floema que impulsiona o fluxo em massa.
Hipótese do fluxo em massa / fluxo de pressãoModelo em que o fluxo em massa da seiva é impulsionado por um gradiente de pressão entre fonte e dreno.

Fórmulas e taxas

  • Não foram apresentadas fórmulas matemáticas explícitas.
  • Taxa observada de fluxo da seiva no floema: aproximadamente 50–100 cm/h.

Exemplos

  • Transporte descendente: Açúcares deslocam-se das folhas para os tubérculos de batata em formação (órgãos de reserva).
  • Transporte ascendente: Açúcares mobilizados para o ápice caulinar nas fases iniciais de desenvolvimento da planta.

Itens de estudo / Dicas

  • Memorizar a distinção entre fonte e dreno e que a direção do fluxo depende da sua localização.
  • Fixar a sequência: fotossíntese → síntese de sacarose → carga do floema → entrada de água → fluxo impulsionado por pressão → descarga do floema → retorno da água ao xilema.
  • Relacionar as experiências com pulgões e remoção de casca como evidências de fluxo no floema impulsionado por pressão.
  • Praticar explicar como o transporte no floema pode ocorrer tanto para cima quanto para baixo, apesar da gravidade.